JUGDMENT TIME: O Guia Visual Definitivo do Juspion da Mozu é um livro brasileiro no estilo japonês,a importância histórica dele pro Brasil e ocidente











 E depois de muitos anos finalmente eu criei coragem de comprar o guia Visual definitivo do Juspion,na verdade durante um bom tempo eu não sabia se eu realmente deveria ou não comprar,seja pelo formato dele via Catarse o que significaria que apenas o conteúdo que passou na era Manchete seria produzido já que eles dependiam do público pra isso(p que parece não ser o plano da editora conforme falarei mais a frente ao longo do artigo),seja por imaginar se esse livro acrescentaria algo porque já discutimos Juspion por pelo menos uns 20 anos com a chegada da internet de alta velocidade e parecia que ou sabíamos tudo ou o que não sabíamos não teria algum esclarecimento e por isso não comprei os livros lançados até hoje mas depois que eles anunciaram o livro do Changeman eu acabei pensando que seria uma boa pelo menos ter os livros das duas séries que me formaram e moldaram,o Lifestream só existe por causa delas.E quando o livro chegou eu tive um sentimento tão forte de retorno as origens,de realmente sentir que valia a pena ter um material assim guardado na estante com material de alta qualidade,com as informações catalogadas da mesma forma que um fã de Final Fantasy adoraria ter uma Ultimania na sua estante E pra minha surpresa tivemos coisas que eu não sabia sobre a série e esclarecimentos sobre coisas que eram apenas suposições na matéria que temos aqui e que fizemos sobre Juspion. O problema do formato que eles adotaram é o conteúdo limitado,você muitas vezes vai precisar adquirir o mais rápido possível. O livro do Juspion é o único disponível em catálogo e eles lançaram do Jiraiya que esgotou bem rápido e o Kamen Rider Black que saiu faz pouco tempo que se esgotou mais rápido ainda.Então a tiragem limitada te dá uma urgência meio chata mas tirando isso eles enviam direitinho,numa caixa de papelão bem protegida,existe uma forma de ver o rastreio no próprio site deles,embora eu não recomende se guiar somente por ele pois o horário da postagem dos Correios e do site diverge ficando bem atrasado,então só faça isso caso a encomenda não esteja no ponto de entrega porque você pode se confundir com o horário da entrega




Tirando esses pormenores a Mozu foi criada por brasileiros apaixonados por Tokusatsu,o Adriano Almeida e o Ricardo cruz que era da Herói,do JAM Project com o intuito de disponibilizar materiais oficiais de Tokusatsu que não temos acesso o que é uma iniciativa maravilhosa,no Japão é costume lançar livros ilustrados com várias artes incríveis,inclusive tem um de heroínas que eu queria muito ter porque tem umas imagens absurdamente boas nele. Ter um material similar e no nosso idioma é algo muito bom porque mesmo importando os livros você tem que saber japonês pra entender,muitos tem informações úteis e entrevistas e agora a Mozu trás esse tipo de material pra nós,embora no começo eles irão obviamente trazer sobre as séries que passaram no Brasil usando o apoio financeiro pra poder tocar os projetos mas eles já disseram que tem interesse em expandir as coisas futuramente não só com séries que não eram da época da Manchete como pra coisas de fora do Tokusatsu,e eu adoraria um guia sobre Timeranger,Jetman e King-Ohger além da maioria das séries Kamen Rider atuais. Um guia de fora que seria muito bom é de Saint Seiya e Dragon Ball. O livro vem caprichado com 184 páginas com um papel com boa gramatura,capa dura,costurado,com sobrecapa. A capa inclusive é tão bonita que dá vontade de colocar o livro com ela assim mesmo.Eu recomendo por experiência própria usar luvas pra manejar o livro e prevenir de deixar marcas,no inverno eu acho que talvez não tenha problemas mas no Versão pode ser terrível igual aconteceu com muitas revistar minhas.



E o conteúdo do livro?como era esperado eles dão uma pincelada na série contando seus principais eventos,personagens,o guia de episódios,entrevista com Hioshi Watari,o Boomerang,com Kiyomi Tsukada,a Anri e com o dublê do herói trazendo curiosidades de bastidores muito interessantes e todos com fotos em alta resolução enviadas pela Toei da época,muitas delas são imagens dos próprios episódios e outras são imagens conhecidas na internet e outras,temos entrevista com o responsável pelos efeitos práticos o que foi uma surpresa,as já esperadas com Toshihiro Egashira e Nelson Sato,com o dublador Carlos Takeshi e temos uma cobertura da série no Brasil com os produtos,os VHS,os bonecos,os brinquedos japoneses,temos a trilha sonora,embora eu tenha uma critica que não temos as letras de todas as músicas,apenas da abertura ,embora eles detalhem sobre a composição de cada uma delas,nos guias de episódios temos detalhes sobre os Kyojuu de cada um.



Mas a cosia que mais me chamou atenção e foi o maior motivo desse artigo foi uma matéria  esclarecedora onde temos tudo sobre o auge,a queda e a glória da série começando com uma declaração do Susumu Yoshikawa dizendo algo que felizmente o Lifestream tem orgulho de ter acertado em suas suposições indicando que a filosofia do blog de tentar entender as obras que gostamos é o melhor caminho e aqui não tentamos fazer afirmações baseados em suposições e deixar claro quando estas são feitas,e nesse caso a suposição é sobre o motivo da Toei ter considerado o Juspion como algo que não foi bem sucedido mesmo ele tendo audiência mais alta que programas que vieram depois(mesmo sendo inferior a Shaider que já era mais baixa comparada a seus predecessores) e foram consideradas sucesso e o que citamos no artigo sobre Juspion foi que a Toei parecia ter feito um investimento altíssimo e querer um retorno grandioso e foi exatamente isso,eles queriam um retorno alto pelo investimento feito,basta vermos os primeiros episódios,eles tem uma qualidade técnica absurda pra época então era fácil prever e isso tem a ver com o que eles queriam com a série. Nesse caso acreditava que o motivo da criação do Juspion poderia ter sido a necessidade de inovar e se inspirar no retorno de Godzilla  nos anos 80 porém não foi isso,foi algo mais ambicioso,eles de fato miraram no passado em Ultraman e Ultraseven e fazer um retorno do Kaijuu Boom nos anos 80,lembrando que o Ultraman estava fora das TVs desde o ano de 1981 e isso depois de um longo hiato com Ultraman Leo então mesmo com os filmes do Godzilla não tivemos uma série focada em Jaijuu como na época do seu boom na TV,é um plano ambicioso mas não tinha como funcionar e o motivo não era pelo que Yoshikawa pensava que era uma mistura de água e óleo mas sim pelo fato dos Kaijuu de Juspion não se compararem com os da franquia Ultraman que tinha Kaijuu tão ou mais populares que o herói como Zeton,o Baltan,o Eleking etc e isso fez a diferença e o fato é que quando Juspion passou no Brasil o que mais chamava atenção na série eram coisas mais reclaicionadas com o herói,omo a armadura,suas armas,seus veículos e principalmente o Daileon,esse pode ter sido o real motivo do Juspion não ter chamado a atenção no Japão,os Kaijuu da série(aqui conhecidos como Kyojuu) não eram icônicos o bastante pra atrair atenção e o herói não tinha nada de muito diferente dos policias do espaço,por isso que a mudança dos Metal Heroes que vieram em 1987 viraram o jogo pois as séries eram todas diferentes umas das outras. Outros mistérios da série vieram a tona como a mudança do Juspion e da Anri bem perceptível lá pelo episódio 14 em diante citado na analise da série aqui no Lifestream e esse motivo foi reclamação dos pais pelo comportamento dos heróis,então eles decidiram deliberadamente mudar o visual do Juspion e a personalidade da Anri pra atender a isso,a idéia inicial era que o Juspion e Anri fossem protagonsitas muito diferentes do que a gente veria por aí,eles queriam uma inovação grande pra série mas não deu muito certo.Não sabemos no entanto porque Kilza saiu da série pra ser substituída pela Kilmaza,talvez isso tenha sido planejado mas a frente pode perceber que o desespero da equipe pra tornar Juspion um sucesso era visível com eles mudando o papel dos personagens e aproximando mais Juspíon dos policia do espaço e após a série eles decidiram trazer de volta os elementos dos policiais do espaço com Spielvan mas ainda mantendo a idéia de um universo novo com um novo herói. Essa matéria acaba trazendo essas novas importantes reflexões e uma em especial,que foi o falha de Juspion no Japão e o êxito no Brasil. 2 anos depois do fim da série Susumu Yoshikawa nem imaginava que seu trabalho e suas frustrações trariam frutos pois ele acreditava que Juspion seria reconhecido no futuro,mas eu acredito que essa frase fosse de anos depois,mas na verdade foi bem antes pois a série virou um fenomeno no brasil como pouco se viu igual.O que mostra que as vezes o fracasso no pais de origem pode significar um sucesso em outro. Cybercop  foi um fracasso no Japão e conseguiu ser um sucesso absoluto no Brasil,essa é uma lição até mesmo pro mundo atual onde os japoneses parecem estar desesperados pra agradar o publico ocidental fazendo mudanças nas suas obras e Juspion mostra que isso não é necessário,a gente gosta das obras justamente por elas serem feitas pros japoneses o que dá um toque diferente e único em relação as produções do ocidente então eles precisam focar no sue público primeiro e se a obra for boa em algum ponto ela pode dar certo aqui mesmo se falhar por lá.Obviamente isso aqui é só um resumo,tem muito mais informação detalhadas sobre isso no próprio livro.




Essa foi a análise do Guia Visual do Juspion,uma aquisição que acrescentou bastante,tinha coisas que eu não sabia e serviu pra esclarecer certas coisas com fatos desta vez e a essa altura deve estar rolando ainda até o momento que isso foi publicado a campanha pro livro do Changeman que também irei adquirir porque quero que as duas séries que fizeram esse blog e me definiram como pessoa tenham um material especial. Se no futuro rolar algo de um Flashman ou Winpector eu posso acabar comprando mas por enquanto esses dois já estão de bom tamanho.Então esses Guias Visuais são um marco absurdo,acredito que em toda America Latina,até mesmo nos EUA não tenha nada parecido com isso tanto que a Mozu impressionou até a Hasbro quando estes procuraram os direitos do Super Sentai pra negociar o livro de Changeman.



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