OUT OF JAPAN: mais uma vez eles conseguiram de novo,segunda temporada do Live Action de One Piece continua respeitando e sendo fila a obra original
Mais uma vez o Live Action de One Piece consegue mostrar respeito ao material original,adaptar e mudar as coisa da maneira certa,e nos dar uma nova perspectiva da obra.
Primeiramente precisamos nos lembrar de novo o que fez o Live Action de One Piece funcionar é preciso entender o que les fizeram. Como One Piece originalmente é uma série hyper caricata exagerada e bizarra,OP pode ser considerado muito over e isso foi o que fez muitos desconfiarem da possibilidade da adaptação mas conforme elaborei no review da primeira temporada a solução encontrada estava nas próprias produções culturais,a solução pra fazer OP não parecer uma coisa totalmente diferente era olhar o que tinha e possibilitasse isso,talvez não tenha sido intencional mas OP live action ficou muito com a cara de Tim Burton e Harry Potter,os filmes de Burton lidam de forma sutil com o bizarro e surreal e Harry Potter com a fantasia sendo trazida pra realidade tendo seus momentos exagerados e bizarros e o resultado ficou surpreendentemente bom,o fato é que OP Live Action consegue tanto agradar os fãs do original quanto fazer pessoas que nunca assistiram um anime na vida ficarem viciadas na série e se envolver com ela.
Uma vez Ryuuta Tasaki durante os testes do Sailor Moon Live Action disse pras garotas não ficarem imitando o original 100%,mas fazer sua própria versão dos personagens,pois tudo ia fluir mais naturalmente fazendo os pontos fortes delas aparecerem e parece que o mesmo acontece no Live action de OP onde certos exageros não são possíveis de fazer,então fazer um Ussop mega covarde não funcionaria tão bem assim como um Luffy idiota demais. Então o Luffy do Inak Godoy é um Luffy mais conectado com as pessoas,ele não fica alheio a tudo mas que age quando sente que deve agir,ele ouve o que as pessoas dizem,ele compreende melhor o sentimento alheio,ele escuta as conversas onde no original ele ia dormir ou se retirar pra fazer alguma outra coisa,é um Luffy mas adequado pra um live action,e ele também não é tão irritadiço ou escandaloso como o Luffy original porque isso funciona no mangá,mas aqui não,da mesma forma o Sanji não é mais o tarado estilo Mestre Kame ele é um sujeito mais cavalheiresco e galanteador porque essa personalidade de tarado funciona melhor num mangá Shonen e super caricato como OP. Então não esperam que os personagens tenham as mesmas atitudes ou se comportem exatamente como no original,é como o live action de Sailor Moon,são reinterpretações dos personagens embora mantendo certos elementos e alterando outros.Um exemplo claro disso é que o Luffy esta´semrpe exibindo um sorriso confiante em cada evento tanto pra desdenhar o Buggy quando eles se encaram em Loguetown quanto quando ele vê as atitudes do Chopper quando ele desafia Kureha dizendo que precisa ficar e tratar as pessoas como se o Luffy pensasse "é assim que se fala".Uma mesma expressão pode ter signigicados diferentes,e não significa que o Luffy precisa ser mega expressivo o tempo todo porque como disse antes no mangá certas coisas funcionam melhor como o exagero e a dramatização mas num Live Action poderia ficar muito estranho e forçado.E ao mesmo tempo o Inaki consegue fazer o Luffy parecer meio idiota e disminliguido sempre com o corpo arqueado e dando uma sensação que ele é um moleque caipira que não deve ser levado a sério até que as pessoas começam a se surpreender por subestimá-lo.
Dito isso muitas situações do live action passam um sentimento idêntico ao original. Quando apenas Luffy consegue escapar e vê todos os seus amigos serem engolidos pelo Laboon e ele encontrar sozinho o velho Crocus criou um paralelo interessante entre a história da própria baleia e os sentimentos dela de querer ir junto aos seus companheiros mesmo batendo a cabeça na Red Line acreditando poder romper a muralha e ir até eles com o próprio Luffy que não aceitou que seus amigos tivessem morrido mesmo sendo engolidos por uma baleia enorme. Essas mudanças foram feitas e muitas outras como a baleia não ter uma porta pra se entrar dentro dela,ou a casa do Crocus ficar dentro da baleia(embora tenha uma piada com isso mostrando que os produtores tem noção do que eles removeram) mas o sentimento permaneceu,Luffy ouve a história de Laboon e os Piratas Rumbar,e como ele gostava da canção chamada Saque de Binks,em como eles foram forçados pelo próprio bem da baleia em deixá-la pra trás pra que não corresse perigos na Grand Line deixando ao cuidados de Crocus,em como eles foram surpreendidos e obrigado a fugir da Grand Line. E Luffy que queria resolver tudo na violência atacando Laboon percebe isso e decide apelar pros sentimentos dela cantando a música do Saquê de Binks e revivendo as memórias felizes de Laboon e assim Luffy consegue fazer Laboon entender os seus sentimentos e seus amigos são libertados. depois ele faz uma promessa com Laboon desenhando sua Jolly Roger na cabeça da baleia fazendo ela não bater a cabeça e não obrigar Crocus a usar tranquilizantes que já perdiam seu efeito.
Em Wheasky Peak nós tivemos outras mudanças interessantes. Nesse arco eles decidem aproveitar a deixa e desenvolver mais o Zoro que por conta de ele ser muito estoico acaba podendo não ter tantas conexões com o público,e nesse caso o que eles desenvolveram é a pressa pra alcançar Mihawk e isso faz até mesmo Luffy fazer ele perceber que é a jornada deles que irá fazer Zoro ficar realmente forte no final,já que eles irão encontrar adversários tão fortes no caminho que quando Zoro puder acertas as contas com Mihawk já estará preparado. Esse é um tipo de coisa que o Luffy não diria normalmente mas nessa versão eles adicionam isso pra conectar o grupo da melhor maneira.Eles cortaram a cena cômica do Luffy ter dormido após comer tanto na festa e depois de acordar acreditar que o Zoro matou as pessoas inocentes e partir pra cima dele numa luta com tudo furioso e enquanto os dois tretam aquela dupla da Baroque Works tenta atacá-los mas são derrotados sem ao menos os dois sequer perceberem que eles estavam ali,gerando uma cena bem engraçada só que isso não ia funcionar no live action porque o Luffy não é tão idiota,inconsequente e explosivo quanto no anime e ao invés disso eles fizeram um showcase do Zoro matando os 100 inimigos ao mesmo tempo que Luffy era atacado pela Vivi e Igaran e inclusive a revelação sobre a Vivi e o impacto da morte de Igaran tiveram o mesmo peso que no original.
A atriz que faz Viva Charithra Chandran causou certa polêmica por ela ser uma atriz indiana de pele escura porém aqui fez todo sentido com a referencia original,Nerfetari do qual a Vivi foi baseada era exatamente como a atriz e era a Nerfetari, esposa de Hamsés no antigo Egito,sem entrar em grandes detalhes basta procurar a imagem original de como a ilustravam na época em que ela viveu.Sem falar que Alabasta não é só inspirada no Oriente Médio como muitos acreditam,mas também com Egito como vemos no nome Nefertari e India. O Broook teve uma mudança também,a pele dele era pálida no original mas creio que isso era uma forma de homenagear o Michael Jackson quando este tinha Vitiligo já que como o próprio Oda revelou,o Brook tem inspirações em vários cantores famosos como Jimmy Hendrix,o Michael Kackson, eo Slash então a mudança fez sentido. De qualquer forma ela fazendo um ótimo trabalho era o que importava,e isso foi bem feito pois ela consegue fingir ser uma inimiga como Miss Wednesday e depois como Vivi vemos o peso que ela carrega nas costas de evitar uma guerra em seu reino tendo que correr contra o tempo e ela por conta disso tenta evitar que as pessoas se envolvam nisso,e ela vai aprendendo com os Chapéus de Palha a poder contar com as pessoas,com seus amigos. Outro ponto importante é o paralelo que eles fizeram com Wapol,e no caso é o fato de ela ser uma pessoa que se importa com seu povo e sabe que eles é que fazem o reino e o Wapol é o total oposto,além de ele criar uma inimizade com o pai de Vivi o que justifica sua participação maior na batalha final.
Outro momento que ficou muito bom foi em Little Garden que é onde conhecemos os gigantes de Elbaf que lutam por 100 anos pra decidir quem é o melhor,por honra e glória. Nesse episódio o Usop tem mais destaque pois ele sempre quis ser um bravo guerreiro do mar e toda a honra e coragem dos gigantes cativou Usop. Mas a sua verdadeira provação é quando o Mr 3 arma um plano pra sabotar a luta dos gigantes e de quebra junto a dupla derrotada conseguem capturar quase todos os Chapéus de Palha deixando pra Usop que conseguiu escapar o dever de lutar porém Usop tem medo,ele sabe que deve ajudar soa amigos mas tem medo de se machucar e o gigante Grogy ajuda ele dizendo que ele ter medo é uma cosia boa,pois somente os guerreiros de verdade conhecem o medo e pra incentivar Usop ele diz que ele deve ter o dever de morrer gloriosamente salvando seus companheiros,as pessoas mais importantes pra ele e isso faz Usop então ter coragem e conseguir libertar seus amigos ainda oferecendo a cara a tapa ou melhor aos socos pesados de Miss pra que os seus amigos pudessem ser tirados da cera que Mr 3 preparou com seus poderes.
E pra fechar temos o arco do Usop que também ficou excelente graças ao fato de que não precisaram mexer em muita coisa porque a história do Hiriluki já era muito boa e essa história ficou intacta no live action,então temos toda a questão da busca do médico por algo que faria as Sakuas florescerem no frio,de tentar buscar uma forma de curar as pessoas da região assim como ele mesmo tinha sido curado,do encontro com Chopper a Rena humanóide que é rejeitado por ambos e como os dois se aproximaram e se tornaram mestre e aluno,tem a doença incurável do Hiriluk,ele expulsando o Chopper pra que este não sofresse pois o médico ia morrer. Tem o Chopper pegando um cogumelo especial que dizia curar tudo mas que na verdade ra um cogumelo venenoso que Hiriluk tomou mesmo assim,e quando o médico encontra seu fim tentando salvar os médicos que Wapol havia tomado mas que era uma armadilha pra pegar o médico e a sua frase incrível "sabe quando uma pessoa realmente morre?quando ela está doente?quando ela leva um tiro?não,ela morre quando é esquecida". Um destaque nesse arco de Drum foi a conversa extra da Nami com Sanji onde ele revela quando ele começou a querer ser um cozinheiro que é um momento muito tocante e funciona muito bem.Apesar disso a parte do Wapol acaba sendo mais antagonica a Vivi do que o Chopper no final das contas embora este esteja preocupado em ficar e curar as pessoas e não em uma vingança pessoal contra quem matou seu mentor.A batalha final contra o Wapol foi bem encurtada porém isso se deve ao fato de essa luta ser extremamente cômica devido a Wapol ser um vilão extremamente caricato e exagerado eparte da luta ser igualmente bizarra então quando Luffy e Sanji unem seus golpes aqui eles derrotam Wapol enquanto no original eles apenas causam muito dano pra que o inimigo use sua "fábrica".Lembrando que a conversão de OP tanto pra live action como pra uma obra ocidental a livram do método Shonen de fazer batalhas então as lutas obviamente serão mais emocionantes no original pelo fator que eles tem a característica principal da hyperdramatização,algo que só ele pode reproduzir dessa forma.O live action pode reproduzir parte do sentimento da luta,pode pegar certas partes mas dificilmente ele poderá exagerar mas pode acontecer de eles fazerem por exemplo o Luffy derrotar o Enel e tocar o sino ao mesmo tempo da mesma forma num possível futuro arco de Skypea.
Existe ainda outros membros do elenco como Smoker e Tashigi,eu nunca achei esses dois grande coisa no original e aqui eles são basicamente a mesma coisa.em o Buggy que continua muito legal,tem algumas surpresas como a aparição de Brook no flashback do Laboon,do Bartolomeo que aparece em Loguetown,então assim como fizeram com o Arlong na temporada passada usaram elementos futuros do mangá pra incrementar arcos do passado.E tem a Nico Robin que está perfeita nessa versão,embora ela tenha pouca participação nessa parte da história mas ficou muito bem,todos os membros da Baroque Works estão excelentes,principalmente o Mr 3. E o Crocodile que aparece no final de surpresa foi incrível também.
E pra finalizar os efeitos especiais recriaram de forma magistral as excêntricas ilhas da Grand Line bem como a Reserve Montain,o Laboon,o Chopper ficou incrível,o próprio Oda pediu pra que mantivessem o aspecto fofinho do personagem e isos funcionou muito bem então não tivemos aquela coisa estranha da revelação do Sonic no filme live action dele que fez as pessoas ficarem indignadas e o feedback fez os produtores mudarem completamente. A caracterização de cada personagem é de tirar o chapéu...de palha. E além disso as coreografias de luta estão bem melhores principalmente aquela luta do Zoro contra os 100 Baroque Works,aquilo ficou muito bom,embora o Zoro continue sério demais pelo menos "farmar aura"o Mackenyu consegue fazer.A primeira temporada foi mais impactante porque a história dos primeiros Chapéus de Palha são muito amrcants,pra mim o arco da Nami é o melhor disparado de OP tanto na construção do arco,nos momentos de emoção e tensão mas a segunda temporada manteve o nível de qualidade e mostrando como uma adaptação deve fazer,com participação intensa do autor original e a equipe respeitando isso,que é o mais importante,não existe ninguém arrogante o suficiente pra dizer que vão modernizar ou melhorar o original,eles podem dar sugestões pro autor e ver se ele concorda antes de fazer qualquer mudança e por isso One Piece Live Action funciona explendidamente.












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